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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Paraíso em Palolem

Na caminho de volta para Bangalore parámos na praia de Palolem, que é um verdadeiro paraíso. Tem tudo que se espera de uma praia na Índia: areia clara, água quente, conchas belíssimas, e claro, vacas e muitos cães. Felizmente, há poucos turistas em Goa na altura das monções, por isso cá estão os putos, todos contentes, praticamente sozinhos naquele areal interminável.

Os cães tomam conta da praia, divididos em matilhas com territórios perfeitamente definidos. O grupo mais forte adoptou-nos imediatamente como parte da matilha, e seguia-nos para todo o lado. Aqui temos um deles, que magro e esfomeado, tenta aproveitar a pouca comida que há, e come os restos de uma baleia que veio dar à costa. Reparem no tamanho do osso, coberto por restos de carne putrefacta. Sweet, sweet India...


O paraíso é em Palolem!


Estávamos em explorações na praia, andando para cá e para lá, até que chegámos a uma zona onde um braço de mar impedia a passagem para os montes que circundam a praia. O macho alfa, cão chefe da matilha, entrou imediatamente na água, para mostrar que a barreira era transponível. Ficou parado, dentro d'água, a olhar para nós, e quando viu que não o seguíamos, voltou para a areia, para tomar conta dos mais recentes membros da sua comunidade. E já latia a quem se aproximava!


Viva Panjim, capital de Goa

Chegámos a Panjim, capital de Goa, onde tudo tem uma inegável energia portuguesa. Acima podem ver a Igreja da Imaculada Concepção, que me fez lembrar o Bom Jesus de Braga, e que tem imagens de santos católicos com ar indiano, o que é delicioso.

Outra particularidade é a quantidade de ruas, pracetas, bares e restaurantes com nomes e descrições em português.


A Dânia, um dos elementos do nosso fantástico grupo, tem sangue goês e decidiu visitar a casa onde o pai nasceu. Ei-la aqui (à direita), com a Ana, numa ruela perto da zona do pai, a Rua de Natal, no Bairro das Fontainhas.


A Casa Rocha é o domicílio de uma família descendente de portugueses, que ostenta orgulhosamente a bandeira daquele que ainda consideram como o seu país de origem.




Aqui estamos com o Sr. Rafael Pereira, e a mulher, donos do restaurante Viva Panjim!, onde ouvimos Marco Paulo e falámos português. Ficaram encantadíssimo por conhecer-nos, em particular ele, que teve oportunidade de praticar o português. Convidou-nos para ir a sua casa, onde nos ofereceu manga e maçã, e nos falou dos tempos em que Goa ainda era Portugal. Segundo ele, as coisas eram melhores nessa altura, e é com orgulho que exclama: "Não sou indiano, sou goês. A minha mulher é que é da Índia!"



Mais uma foto da Igreja Matriz de Panjim, branca e azul, lindíssima na lusco-fusco do entardecer.



Do outro lado da cidade, contrastando com os monumentos católico, temos o Templo de Hanuman, o Deus Macaco. Ele representa a força mental contida num corpo humano. Enquanto a mente se mantiver sob o domínio das paixões e instintos animais, não passa de uma força instável e algo malévola, causando vários distúrbios ao universo individual. Mas uma vez que a mente se renda à alma e a Deus, será capaz de feitos milagrosos e fantásticos. É a Hanuman que os hindus oram para conseguirem viver longe da luxúria e das tentações terrenas, e mais perto do reino de Deus.


Por ordem: Ana, Joana, Dânia, Vinod (o nosso motorista em Goa, carinhosamente apelidado de Pinote, e claramente intimidado por ter tantas mulheres em cima), euzinha, a Sofia (aka Crazy Bitch) e a Cristina.

Fiéis

Sábios do templo